quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

BOLETINS DO PADRE REGINALDO MANZOTTI - 2018

 BOLETIM DO DIA 03 DE JANEIRO DE 2018

Filhos e filhas,

Um feliz e abençoado Ano Novo. Espero que todos tenham passado muito bem, na companhia da família, amigos e pessoas amadas. Cada novo ano é uma dádiva que Deus nos concede. É como uma página em branco, onde podemos reescrever nossa história, acertando o que estava errado, melhorando o que já estava bom.

Começo o ano propondo a busca, o caminho da paz. Sei que foi o tema da minha última mensagem do ano, mas quero continuar nessa temática porque se estamos bem, se estamos equilibrados em Deus, podemos receber um desaforo sem reagir; podemos ser provocados, mas não levar a provocação adiante. É essa paz que nós temos que cultivar.

Se encontrarmos essa paz em Cristo, ao invés de sermos motivo de discórdia, seremos instrumentos da paz. Semeadores da concórdia, semeadores de um jeito diferente de viver. Para isso, primeiro temos que acreditar na paz, acreditar e saber de onde ela vem. E, ela vem de Deus, por Jesus. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém chega ao Pai senão por Ele (cf. Jo 14,6).

Jesus se diz o caminho. Ele é a porta estreita, como diz em outro momento, a porta difícil de atravessar. Porém, para passar por Jesus é necessário entender sua proposta. O caminho que significa seguir os seus passos, e assumir as consequências do discipulado. O caminho que significa resignação, esvaziamento, obediência a Deus.

Precisamos ter confiança de que Ele nos auxilia. Precisamos confiar em Jesus, confiar no seu amor, confiar no seu ato redentor e salvífico. Podemos até achar que o mundo está perdido, que a humanidade está perdida, mas não está. Jesus já pagou um alto preço pela humanidade, um preço de sangue derramado na cruz. A humanidade não está caminhando para o caos, porque Ele já conseguiu a vitória.

O Reino já está no meio de nós. Embora, às vezes, não seja fácil enxergá-lo no meio de tantos valores contrários. O Reino de Deus está entre nós como uma semente lançada no coração de cada pessoa. A semente da Palavra já foi lançada na humanidade e em cada um, basta deixar a água que jorra do peito aberto de Cristo ser a primeira chuva para que esta semente germine.

É a água que brota do coração de Jesus, a água límpida, cristalina, repleta de minerais, de graças, de bênçãos, que fará brotar. É a confiança que fará brotar em nós a esperança, que fará brotar em nós os valores do Reino. Se deixarmos a semente do mal permanecer em nós e alimentarmos o vício do pecado, ele produzirá a morte.

Se, confiarmos em Jesus e permitirmos que a água que brota do seu coração venha a nós, o fruto da graça germinará. A paz interior é um dom do Espírito Santo, como nos diz a Carta aos Gálatas: “Por seu lado, são estes os frutos do Espírito: amor, alegria, paz” (Gl 5,22). Isso quer dizer que ela deve ser pedida como o próprio Apóstolo Paulo afirma: “Apresentem a Deus todas as necessidades de vocês através da oração e da súplica, em ação de graças.

Então a paz de Deus, que ultrapassa toda compreensão, guardará em Jesus Cristo os corações e pensamentos de vocês” (Fl 4,7). Esse trecho da Carta aos Filipenses nos dá uma certeza que a paz não é uma utopia, não é um “talvez”, mas é uma certeza em Jesus. Ele venceu o mundo! A paz já nos foi concedida!

Um abençoado ano de paz a todos!


Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti

 BOLETIM DO DIA 10 DE JANEIRO DE 2018

Filhos e filhas,

No calendário litúrgico já estamos no tempo comum, ou seja, o tempo das destas acabaram e vamos meditar todos os ensinamentos de Jesus através dos Evangelhos diários. A festa que marca essa transição é justamente o Batismo do Senhor, que este ano, atipicamente, foi celebrado na última segunda-feira.

Antes de continuarmos, quero fazer um esclarecimento, Jesus não precisava ser batizado, Ele não se tornou o Messias nesta hora, já nasceu o Messias, o Filho de Deus! Ele se submeteu ao batismo, não por necessidade, mas para inaugurar essa Sacramento. E celebrar o Batismo de Jesus nos faz recordar o nosso próprio batismo, que geralmente, recebemos ainda crianças.

Isso sempre me é perguntado, sobre o batismo de crianças. Essa é uma questão muito recorrente entre os temas mais questionados, principalmente no programa Padre Responde em meu canal do YouTube, que responderei oportunamente em um vídeo exclusivo. Mas aproveito a data para catequizar por esta mensagem também.

E por que batizar crianças? Viver na graça de Deus é bom, não é? Então por que negar isso às crianças? O batismo é uma graça para a vida humana e ninguém deve ser privado. O Catecismo da Igreja Católica nos ensina: “O Batismo não somente purifica de todos os pecados, como faz também daquele que vai receber o sacramento uma nova criatura, um filho adotivo de Deus, que se tornou participante da natureza divina, membro de Cristo e co-herdeiro com Ele, templo do Espírito Santo” (CIC 1265).

E a própria Sagrada Escritura, inclusive, cita o batismo de crianças: "Disse-lhes Pedro: 'Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos que estão longe - a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar'." (Atos 2,38-39). E cito também outros textos: At 16,14-15; At 16,33; At 18,8 e 1Cor 1,16.

A tradição da Igreja também ensina o batismo de crianças, transcrevo aqui um testemunho de Orígenes, no ano 248. "A Igreja recebeu dos apóstolos a tradição de dar Batismo mesmo às crianças. Os apóstolos, aos quais foi dado os segredos dos divinos sacramentos sabiam que havia em cada pessoa inclinações inatas do pecado (original), que deviam ser lavadas pela água e pelo Espírito" (Orígenes, ano 248 - Comentários sobre a Epístola aos Romanos 5:9).

É muito importante conhecermos a nossa Igreja, para que não tenhamos uma fé “cega”, pois como disse São João Paulo II “A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva em contemplação da verdade”
É dever do pai e da mãe educar os filhos na fé, e o primeiro passo para isso é o batismo. Não se deve negar o batismo para ninguém, as comunidades estão de portas abertas para proporcionar o melhor para os fiéis. Então, se tem alguma dúvida ou situação que possa causar certa insegurança sobre o batismo, marque um horário e procure o sacerdote da sua paróquia ou um líder comunitário.

Não podemos privar as nossas crianças de serem filhos de Deus, o próprio Jesus nos ensina: "Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas" (Lc 18,16).


Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti

BOLETIM DO DIA 24 DE JANEIRO

Filhos e filhas,

A Igreja nessa semana celebra a Conversão de São Paulo (25/01), este grande Apóstolo que pregou a Boa Nova de Jesus Cristo aos não judeus, autor de diversas cartas que compõem a Sagrada Escritura.

Olhando para a vida desse homem que de perseguidor dos cristãos, tornou-se um seguidor e propagador de Cristo, vemos o quão transformador é o encontro com Jesus Cristo. Paulo foi resgatado por Jesus e soube se reinventar com base nesse encontro, que comprova ser possível deixar tudo para trás e se tornar uma pessoa nova, renovada em Cristo!

Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele apresentou-se ao sumo sacerdote, e lhe pediu cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de levar presos para Jerusalém todos os homens e mulheres que encontrasse seguindo o Caminho. Durante a viagem, quando já estava perto de Damasco, Saulo se viu repentinamente cercado por uma luz que vinha do céu.  Caiu por terra, e ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que você me persegue?” Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor?” A voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem você está perseguindo. Agora, levante-se, entre na cidade, e aí dirão o que você deve fazer”. Os homens que acompanhavam Saulo ficaram cheios de espanto, porque ouviam a voz, mas não viam ninguém. Saulo se levantou do chão e abriu os olhos, mas não conseguia ver nada. Então o pegaram pela mão e o levaram para Damasco. E Saulo ficou três dias sem poder ver, e não comeu nem bebeu nada. (At 9,1-9).

Note que Jesus não muda o nome de Saulo. Paulo era seu nome romano, que deriva do latim Paulus, cujo significado é “pequeno”. Depois de sua conversão, ele mesmo passou a usar esse nome.

Paulo foi restaurado em Cristo e a sua conversão o fez criar consciência dos seus erros e mudar de direção. Não basta o remorso, porque nesse caso a dor é logo esquecida e, no dia seguinte, praticamos os mesmos erros. Muitas vezes, a pessoa até sente remorso por ter mentido, traído ou roubado, mas esse arrependimento precisa se transformar em uma atitude de vida.

No caso se Paulo, o remorso e a consciência do pecado causaram dor, mas instigaram o derramamento do Espírito Santo e o batismo. O remorso foi apenas o passo inicial para uma guinada completa na sua trajetória.

Certamente no começo não foi nada fácil. Paulo começou a testemunhar que Jesus era o Filho de Deus na sinagoga de Damasco (At 9,20). Não pense que a conversão se faz com um simples “Aleluia, aleluia, amém!” ou “Encontrei Jesus, glória a Deus!”. Isso é fogo de palha. Paulo teve que desenvolver serenidade para compreender que as pessoas não esquecem com facilidade, e o fato é que seu passado depunha contra ele.

Devemos aprender com Paulo a ter discernimento, serenidade e força. Ele soube tirar proveito das lições recebidas. Encontrou dificuldade com os Apóstolos e se declarou o menor deles, indigno de ser chamado como tal porque perseguira a Igreja de Deus (cf. 1Cor 15,1-10). Tinha consciência de sua miséria e nunca esqueceu que foi um perseguidor.

A memória do erro permaneceu em Paulo, mas não o impediu de se tornar tudo para todos, a fim de salvar alguns a qualquer custo. E assim devemos fazer também nós, que o nosso erro não nos impeça de sempre recomeçar. Se Paulo conseguiu, com Jesus, nós também conseguimos!

Finalizo esta mensagem pedindo pela cidade de São Paulo, que no dia 25, celebra mais um ano. Que a Luz do Espírito Santo ilumine os governantes e todos os habitantes para que possam, a cada dia, construir uma cidade mais cristã.


Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti


Boletim do dia 21 de Fevereiro

Filhos e filhas,

Sinto orgulho por ser católico e digo que todo católico deveria estar orgulhoso. No ano passado os bispos brasileiros decidiram como tema da Campanha da Fraternidade para esse ano, a superação da violência. Em uma voz profética, a Igreja no Brasil, chama toda a sociedade para uma reflexão em busca da paz.

Primeiramente me uno em oração por todas as vítimas de violência, seja ela qual for. Deus consola e enxuga todo pranto, Ele quer que vivamos na justiça e na paz. Rezo pelo Rio de Janeiro, do qual ouvimos e vemos mais notícias, mas também por todo o Brasil que sofre com a violência.

O texto base da Campanha da Fraternidade desse ano diz que “A lógica do amor é o único instrumento eficaz diante das ações violentas” (207). Ou seja, só alcançaremos a verdadeira paz pelo amor. Se encontrarmos essa paz em Cristo, ao invés de sermos motivo de discórdia, seremos instrumentos da paz. Semeadores da concórdia, semeadores de um jeito diferente de viver.

Para isso, primeiro temos que acreditar na paz, acreditar e saber de onde ela vem. E, ela vem de Deus, por Jesus. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém chega ao Pai senão por Ele (cf. Jo 14,6).

Jesus se diz o caminho. Ele é a porta estreita, como diz em outro momento, a porta difícil de atravessar. Porém, para passar por Jesus é necessário entender sua proposta. O caminho que significa seguir os seus passos, e assumir as consequências do discipulado.

O caminho que significa resignação, esvaziamento, obediência a Deus. Precisamos ter confiança de que Ele nos auxilia. Precisamos confiar em Jesus, confiar no seu amor, confiar no seu ato redentor e salvífico.

Podemos até achar que o mundo está perdido, que a humanidade está perdida, mas não está. Jesus já pagou um alto preço pela humanidade, um preço de sangue derramado na cruz. A humanidade não está caminhando para o caos, porque Ele já conseguiu a vitória. O Reino já está no meio de nós. Embora, às vezes, não seja fácil enxergá-lo no meio de tantos valores contrários.

O Reino de Deus está entre nós como uma semente lançada no coração de cada pessoa. A semente da Palavra já foi lançada na humanidade e em cada um, basta deixar a água que jorra do peito aberto de Cristo ser a primeira chuva para que esta semente germine.

É a água que brota do coração de Jesus, a água límpida, cristalina, repleta de minerais, de graças, de bênçãos, que fará brotar. É a confiança que fará brotar em nós a esperança, que fará brotar em nós os valores do Reino. Se deixarmos a semente do mal permanecer em nós e alimentarmos o vício do pecado, ele produzirá a morte.

Se, confiarmos em Jesus e permitirmos que a água que brota do seu coração venha a nós, o fruto da graça germinará.

A paz interior é um dom do Espírito Santo, como nos diz a Carta aos Gálatas: “Por seu lado, são estes os frutos do Espírito: amor, alegria, paz” (Gl 5,22). Isso quer dizer que ela deve ser pedida como o próprio Apóstolo Paulo afirma: “Apresentem a Deus todas as necessidades de vocês através da oração e da súplica, em ação de graças. Então a paz de Deus, que ultrapassa toda compreensão, guardará em Jesus Cristo os corações e pensamentos de vocês” (Fl 4,7). Esse trecho da Carta aos Filipenses nos dá uma certeza que a paz não é uma utopia, não é um “talvez”, mas é uma certeza em Jesus. Ele venceu o mundo! A paz já nos foi concedida!


Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti


Boletim do dia 28 de fevereiro

Filhos e filhas,

Tempo de Quaresma é o tempo favorável. É o tempo de conversão. É a volta à casa do Pai. É o tempo em que a nossa abertura para Deus nos faz reconciliar com Ele.

Meus irmãos, o pecado nos aniquila. O pecado nos vicia e a Quaresma é o tempo oportuno de ajustar a nossa vida com a proposta de Deus. É o tempo de graça e de retiro, para a reflexão e conversão espiritual.

Deus quer se reconciliar conosco, porque Ele nos amou primeiro. Se alguém virou as costas, fomos nós, não Deus! O esforço da Quaresma é se deixar tocar por Deus e se deixar envolver pela Sua misericórdia. Logo não sejamos indiferentes e deixemos Deus, no seu Espírito, nos provocar.

Deixemo-nos converter por Deus através de três práticas:

Oração
Nesse tempo somos convidados a nos recolher interiormente e a refletir pela oração sobre como está nossa vida espiritual. Se você já reza, intensifique a oração. Não falte à missa, pelo menos as dominicais. Esse é um tempo de escuta mais atenta da Palavra de Deus. Reze com os Salmos e aprofunde-se nas leituras bíblicas. Procure fazer confissões. Participe da oração da Via Sacra. Se dedique àquilo que converge ao foco central desses quarenta dias: Jesus.

Caridade
É o convite a quebrarmos o orgulho e imitar a misericórdia do Senhor. Não se trata apenas de esmola material, mas da prática das obras de misericórdia com a caridade material, a escuta, o amor, a visita aos doentes e à solidariedade com os que sofrem.

Jejum
É a forma de penitência que consiste na privação de alimentos. O jejum nos ensina que somos dependentes de Deus, nos exercita na disciplina, na força de vontade, nos torna sensíveis à fome dos irmãos e irmãs, aumenta nossa concentração e vigilância. Além de tudo isso, o jejum feito por amor a Cristo, tem a função de nos unir a Ele, em Seu sofrimento.

Não se pede que ninguém passe fome no jejum Quaresmal. O jejum recomendado pela Igreja e que todos os cristãos podem fazer, consiste em que se tome o café da manhã normalmente e depois faça apenas uma refeição completa, podendo escolher almoço ou jantar. A outra refeição será substituída por um lanche simples, que não seja igual em quantidade à habitual ou completa.

O importante é não comer nada além dessas três refeições. Estão obrigados ao jejum, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa, os que tiverem completado dezoito anos até os cinquenta e nove completos. Os outros podem fazer, mas sem obrigação. Estão dispensados grávidas e doentes, como também as pessoas que desenvolvem intenso trabalho braçal ou intelectual no dia do jejum.

A oração, aliada à caridade e ao jejum é o que nos prepara para viver a Páscoa do Senhor, fortalecendo nossa fé e esperança. Não há como separar a oração da caridade e ambas do jejum. Elas são inseparáveis e devem ser praticadas simultaneamente. Sobre isso assim se expressou São Pedro Crisólogo: “O jejum é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum, portanto quem reza, jejue. Quem jejua tenha misericórdia. Quem, ao pedir, deseja ser atendido, atenda quem a ele se dirige. Quem quer encontrar aberto em seu benefício o coração de Deus não feche o seu a quem o suplica’’.

Finalizo esse artigo citando novamente São Leão Magno: “Tempo de Quaresma é tempo de se viver a doçura, a humildade, a paciência e a paz”. Acima de tudo é tempo de perdoar as injustiças, as afrontas e esquecer as injúrias. Tempo de combate espiritual. Tempo de jejum medicinal. Tempo de caridade reconciliadora.


Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti

 

Boletim do dia 14 de Março

Filhos e filhas,

No próximo dia 19, dia de São José, celebraremos propriamente esse santo tão querido da Igreja. José foi escolhido por Deus, para ser o marido de Maria e o pai adotivo de Jesus e por isso ele é invocado também como protetor das famílias.

E filhos e filhas, como a família hoje precisa de proteção. A sociedade de hoje dá pouco valor à família. É difícil ser um verdadeiro pai e mãe num mundo de tantos contra valores, em que o amor acaba sendo medido pelos bens materiais.

A imagem de família é mostrada de forma distorcida, os valores éticos e morais que os pais devem passar aos filhos também. O grande problema é que não percebemos, porque tudo ocorre de forma velada. De imediato não conseguimos ter uma ideia concreta sobre esta influência, ela vai acontecendo em doses homeopáticas, um pouquinho a cada dia. É em longo prazo, mas o efeito fica. Quando a gente desperta, o estrago está feito e é difícil de reverter.

E, aquilo que foi semeado lentamente acaba sendo absorvido e aceito como normal, mas é como eu digo sempre, tem coisas que estão se tornando comuns, mas não são normais.

Infelizmente, muitas vezes, a mídia está ocupando o espaço dos educadores, pais e evangelizadores.

A família é chamada por Deus a ser testemunha do amor e fraternidade, colaboradora da obra da Criação. Seu papel é fundamental na formação dos filhos, já que aos pais é dada a responsabilidade de formar pessoas conscientes e cristãs. Eles são representantes legítimos de Deus perante os filhos que devem ser conduzidos nos valores do Evangelho.

Jesus fala de edificar a casa na rocha firme (cf. Mt 7,24-27), e a casa edificada na rocha é uma família que pratica a Palavra, é temente a Deus. Como lemos em Josué, eu e minha casa serviremos ao senhor, está dizendo que praticaremos a vontade de Deus. Seremos tementes a Deus. O alicerce de nossa casa é a rocha e a única rocha é Jesus Cristo.

Muitas vezes permitimos que os fundamentos de nossa família comecem a ruir quando guardamos mágoas, dissabores, segredos; quando deixamos de rezar, quando não percebemos que os corações estão se distanciando.

Mas é possível novamente fundamentar na rocha quando se volta a Deus. Voltar a Deus é reedificar os alicerces da família. “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24,15) deveria ser o lema das famílias.

Em sua homilia do Encontro das Famílias, o Papa Francisco assim falou: “O verdadeiro vínculo é sempre com o Senhor. Todas as famílias têm necessidade de Deus: todas, todas! Necessidade da Sua ajuda, da Sua força, da Sua bênção, da Sua misericórdia, do Seu perdão. E requer simplicidade. Para rezar em família requer simplicidade! Quando a família reza unida, o vínculo torna-se mais forte”.

Vale a pena investir na família, ela traz alegria e realização a todos nós.

Finalizo esta mensagem, humildemente pedindo oração pelo VI Retiro Nacional que vai acontecer neste final de semana. Que o Espírito Santo ilumine a todos no pensar, no falar e no agir.

Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti


BOLETIM DO DIA 21 DE MARÇO

Filhos e filhas,

Nós estamos em um tempo propício para a confissão, um dos Sacramentos de cura. Não estou falando de uma confissão direta com Deus, porque esse tipo de confissão, para nós católicos, é insuficiente. Estou falando da confissão sacramental que passa pelos ouvidos do padre, o Sacramento da Penitência e da Reconciliação.

Mas quem inventou a confissão? Está no Evangelho segundo João: “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 21, 21 - 23). Ou seja, o próprio Jesus Cristo instituiu o sacramento da confissão.

Jesus Cristo, o médico dos médicos, curou e perdoou os pecados e quis que Igreja continuasse pela força do Espírito Santo a sua obra da cura e salvação. E como podemos realizar isso? Através da confissão.

Para explicar os benefícios deste sacramento usarei as palavras de Pio XII: “A confissão não só perdoa os pecados, mas dá força para evitá-los”. Ainda segundo Pio XII, são seis os resultados da confissão: autoconhecimento, humildade, pureza de coração, força de vontade, direção espiritual e aumento da graça.

De confissão em confissão crescemos na graça de Deus, mas o arrependimento precisa ser verdadeiro. Deus perdoa, mas sem isso o perdão vai e volta, porque não tem aderência. Quando uma pessoa está realmente arrependida ela se torna maleável, fácil de ser esculpida como uma pedra sabão.

Outro ponto importante: a confissão precisa ser de forma clara e concisa para que seu confessor entenda imediatamente. Pedir perdão em pensamento não basta. Se o padre te conhece e o seu pecado te trouxer constrangimentos, procure outro sacerdote, mas não deixe de confessar. Lembrando que a confissão é o exercício da humildade.

De qualquer forma, se um pároco contar algo escutado no ato da confissão ou agir pelo que ouviu pode ser excomungado. Uma vez, antes da missa, uma pessoa me confessou algo relativo com o tema da homília daquele dia, que já estava preparada. Eu não podia mais fazer aquele sermão, porque eu podia deixar entender ao penitente que estava levando ao público o seu pecado. Tive que mudar, e a homilia ficou até sem pé nem cabeça.

Um dos princípios para uma boa confissão é não querer continuar no pecado. Mas por que pecamos? Porque temos o livre arbítrio. A liberdade de dizer o que queremos e de fazer o que queremos nos permite realizar atos contrários ao Criador.

Segundo São João, há pecados que levam a morte (I João 5,16), mas para isso existe uma combinação de fatores a se considerar: é preciso que a pessoa tenha pleno conhecimento de que aquilo que está fazendo é pecado. Outro exemplo é quando há consentimento, ou seja, a pessoa tem tempo de refletir, escolher e mesmo assim comete aquela infração. Outro fato é ter liberdade plena, sem condicionamentos, nem frustrações e mesmo assim pecar.

Disto resultou a opinião de Santo Agostinho que disse que é muito difícil cometer pecado mortal, mas não é impossível. Quem morre em pecado grave sem arrependimento, tem a morte eterna.

É tempo de confissão, é tempo de conversão.


Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti


Boletim do dia 11 de Abril

Filhos e filhas,

Dentro de nós existe um desejo imenso de escutar os apelos de Deus, pois todos nós fomos feitos em Deus. Ele nos conhece profundamente e sua voz ecoa em nós. Embora, às vezes, ouvimos apelos diferentes, vozes diferentes e rumores que nos tiram da Criação.

Dentro de nós existe a semente de Deus, do eterno, do divino. São coisas que fomos esquecendo e quando olhamos no espelho nos vemos deformados, e olhamos para o mundo, para outras pessoas e os vemos deformados, nos valores, nos princípios.

Mas não foi assim que Deus nos pensou. Ele nos fez à sua imagem e semelhança, portanto, quando Jesus diz que o semeador saiu a semear, Ele fala de Deus Pai que não se cansa de lançar apelos.

As sementes são boas, estão potencialmente boas para germinar. A Palavra de Deus é atual. Tem em si tudo e o suficiente para produzir em nós algo maravilhoso. A semente do reino é a Palavra de Deus. Como disse o Papa Emérito Bento XVI: “Quem semeia no coração do homem é sempre e só o Senhor. Só depois da sementeira abundante e generosa da Palavra de Deus é possível aventurar-se pelas sendas do acompanhamento e da educação, da formação e do discernimento. Tudo isto está vinculado àquela pequena semente, dom misterioso da Providência celeste, que emana de si uma força extraordinária. Com efeito, é a Palavra de Deus que, por si mesma, realiza eficazmente aquilo que diz e deseja”.

O semeador lança sementes boas. O problema é como nós nos abrimos para esta graça de Deus. Que encontre uma terra boa. Lembrem-se todos nós somos bons, nós podemos ser a terra boa.

A grande mensagem é que o Senhor não desiste nunca. Ele continua a lançar sementes. E a grande meta de todo ser humano é procurar ter um coração trabalhado, uma alma dócil, uma mente aberta aos apelos de Deus.

A pergunta é, no hoje de nossa história, como estamos nos posicionando aos apelos de Deus? A essa pergunta temos que responder para nós mesmos. Se nós nos tornamos terreno árido, peçamos o derramamento do Espírito.

Se somos terreno pedregoso devemos limpá-lo. Se estivermos mais para um canteiro de espinhos, arranquemo-los. Lembremos o que diz o Senhor: “Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la” (Is 55,10-11).

A Palavra deve provocar decisão, mudança, acolhimento ao Reino de Deus e seguimento de Jesus. Que o nosso coração esteja sempre aberto para receber a Palavra de Deus.


Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti


Boletim do dia 18 de Abril

Filhos e filhas,

É para a liberdade que cristo nos libertou (Gl 1, 5)

Mas, de que? Somos livres para que? Como podemos disser que somos livres? Com muita frequência recomendamos: examinem a consciência. O que é consciência? Se existe consciência, por que insistimos no errado?

O problema é que nossa consciência pode estar danificada, e continuamos com o mal e o pecado coabitando em nós. São Pedro nos diz: “Pois o batismo não serve para limpar o corpo da imundície, mas é um pedido a Deus para obter uma boa consciência, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo.” (1Pd 3, 21)

Somos livres na pratica do bem. É para a liberdade que Cristo nos libertou, mas uma liberdade que embase a ressurreição em Jesus, uma libertação em Jesus, um sepulcro vazio em Jesus, uma liberdade que deve nos levar a uma boa consciência.

Deus nos deu o chamado “livre arbítrio”, que é a liberdade de fazermos escolhas, de agir ou não agir, de fazer as coisas ou não fazer. Essa liberdade alcança a sua perfeição quando esta em profunda sintonia com Deus.

O fato da pessoa dizer que fez algo coagido, porque as circunstâncias o levaram agir de forma errada, não justifica e não a livram da responsabilidade e das consequências de seu erro, pois fez mau uso do seu livre arbítrio e não ouviu a voz de Deus que fala na consciência.

Os pais são os primeiros responsáveis na educação da consciência moral dos filhos e não devem se eximir disso, primeiro pelo testemunho, segundo por criar um lar de ternura perdão respeito e fidelidade. Educando os filhos de forma virtuosa e para isso é preciso ter domínio de si, é necessário dar bom exemplo aos filhos, com o custo de se criar filhos sem consciência moral, se as crianças, os adolescentes estão crescendo com a consciência desvirtuada é porque não conseguiram aprender dos seus primeiros professores. É necessário que os pais corrijam, cuidem e orientem os filhos segundo uma lei divina. (Ef 6, 4.) É preciso edificar e levar os jovens ao amadurecimento, ao uso correto da liberdade e da razão.

Deus criou o homem de tal forma que deixou a decisão da sua vida entregue em suas mãos, como diz no Livro do Eclesiástico: Deus criou o homem e entregou a suas próprias decisões (Eclo,15, 14). Então, os atos levam a imputabilidade, o que fazemos tem consequências para nós, para os outros e para nossa salvação.

Deus é misericordioso, mas respeita o nosso livre arbítrio. Deus é bondoso, mas sofreremos as consciências do nosso livre arbítrio, porque Ele nos deixou o homem nas mãos de suas próprias decisões.

O caminho para se tomar decisões certas é endireitar a consciência, endireitar a vontade pela razão. No nosso dia-a-dia temos que tomar decisões, não estamos protegidos por uma retoma, temos que usar nosso livre arbítrio e nos valer de nossa liberdade, mas como não errar? Como fazer as escolhas certas?

O ser humano, pode ou não seguir a Deus, é nossa decisão também. Enquanto não estivermos em plena sintonia com Deus, enquanto não estivermos absorvidos em Deus, podemos escolher o bem e o mal. Crescer na perfeição para Deus ou definhar no pecado. A decisão é nossa.

Quanto mais caminhamos numa consciência reta para o bem, mais livre seremos.

Estamos no processo de conversão, não em pequenos gestos, mas de uma conversão interna. A conversão se realiza na vida e no dia a dia. Conversão no exercício com os pobres, consciência reta na defesa da justiça. Consciência lúcida na correção fraterna, consciência atinada na revisão diária de nossas vidas, no exame de consciência, no direcionamento da liberdade na aceitação do sofrimento, tomar a cruz cada dia e seguir Jesus.


Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti

 Boletim do dia 02 de Maio

Filhos e filhas,

Primeiro boletim do mês de maio. Que Nossa Senhora nos cubra com seu manto protetor e interceda a Jesus por todos nós. Aproveito esse início de mês para trazer uma reflexão sobre o perdão.

Deus amou de tal forma o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que n’Ele creia não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3,16). Nós amamos porque Deus nos amou primeiro (1Jo 4,19). Somos constantemente perdoados por Deus, que nos amou primeiro. E, porque somos perdoados e amados por Deus, devemos também perdoar.

Mas qual a medida do perdão? Pedro chega para Jesus e faz essa pergunta: Senhor, quantas vezes devo perdoar? (cf. Mt 18,21). E é surpreendente que Pedro faz a pergunta e nem espera, ele mesmo sugere: “Até sete vezes?” (Mt 18,19,21). Como ele foi afobado na resposta mostrou que ele não compreendeu o mestre, por que Jesus disse: “Oh! Pedro! Não sete, mas setenta vezes sete, isto é, sempre! (cf. Mt 18,22).

É impressionante perceber isso, porque se trata de perdoar muitas vezes a mesma pessoa, às vezes nos mesmos erros, nos mesmos equívocos, isso significa tolerância, isso significa misericórdia. Mas, exige força de vontade e empenho, porque geralmente se trata de pessoas mais próximas. Primeiramente, porque as atitudes de terceiros não nos causam tanto sofrimento e decepção quanto aquelas de quem queremos bem e, por essa razão, não esperamos receber tratamento hostil ou deliberadamente prejudicial.

Em segundo lugar, porque, muitas vezes nesse caso, o perdão exige reconstruir a confiança, a convivência e o próprio relacionamento. Porém, sem querer ser egoísta ou estimular o egoísmo, mas ao perdoar não nos preocupemos se o outro vai mudar.
Não devemos nos preocupar com os efeitos que o nosso perdão vai causar, se vai trazer a pessoa de volta, se vai restaurar a amizade ou se ela também vai nos perdoar. A reconciliação é uma consequência do perdão que nem sempre acontece.

Se o amor para ser vivido precisa ser recíproco, o perdão pode ser unilateral, não significa que o outro tenha que nos perdoar, significa que nós vamos perdoar, é diferente. O perdão deve ser algo gratuito. Não se deve estabelecer condições para o perdão. Deus não age assim conosco; por mais egoístas, miseráveis e pecadores que sejamos, Ele nos perdoará sempre.

O perdão deve acontecer, principalmente por se tratar de um preceito de Nosso Senhor. Vamos ser honestos, ao perdoar não agimos só movidos por amor, por complacência ou benevolência, perdoamos porque foi isso que Jesus nos pediu.

Quem se fecha à graça do perdão fica preso ao passado, à dor, à magoa, à raiva e, às vezes, até ao desejo de vingança, sentimentos tóxicos que acabam bloqueando o futuro. Além disso, podem gerar doenças psicossomáticas, pois reduzem a imunidade do organismo e abrem espaço para as enfermidades oportunistas.

E Maria, nossa Mãe, é especialista em perdoar. Ela perdoou aqueles que mataram seu único filho. Recorramos a Ela, para que tenhamos sempre o perdão em nossos corações e assim, uma vida livre em Deus.



Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti


Boletim do dia 16 de Maio


Filhos e filhas,

Na próxima semana, celebraremos o Pentecostes e neste ano de 2018, quero rezar pelas comunidades. Estamos no ano do laicato, quando a Igreja aqui no Brasil propõe como tema: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”.

Estamos no ano do laicato, quando a Igreja aqui no Brasil propõe como tema: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”. Se os cristãos leigos e leigas são os sujeitos da evangelização, eles devem ser alimentados pela Eucaristia e animados pelo Espírito Santo pertencendo a uma comunidade. Essa precisa ser viva e atuante para que possa irradiar a Boa Nova do Evangelho.

Isso, filhos e filhas, sem nunca esquecer que o Espírito Santo é o protagonista da evangelização, é o nosso consolo. Jesus prometeu enviar-nos o Paráclito e enviou para sempre estar conosco. Assim, no domingo seguinte à Ascensão do Senhor, celebramos a Solenidade de Pentecostes.

Interessante percebermos que os próprios Apóstolos, que foram batizados, conviveram com Jesus, aprenderam com o Mestre, O viram Ressuscitado, receberam instruções Dele antes de subir aos céus, mesmo assim não sabiam como começar, tiveram medo. Permaneceram unidos em oração, mas não saíram direto para a missão.

Eles somente se sentiram capacitados no dia de Pentecostes, porque Jesus cumpriu o que prometera: “Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito para que fique eternamente convosco. O Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito” (Jo 14,16.26).

O Espírito Santo desceu sobre eles, como nos mostra o capitulo 1 dos Atos dos Apóstolos. Por isso, Pentecostes tornou-se o símbolo do nascimento das comunidades cristãs, reunidas ao redor dos ensinamentos de Jesus. É o dia do aniversário da Igreja.

Por isso, também é tão importante o sacramento da Crisma, pois confirma em nós os dons recebidos no Batismo. Devemos suplicar sempre: "Vem Espírito Santo, e traz a nós e a Igreja, um novo vigor, um novo Pentecostes.".

Então, nessa preparação para a Solenidade de Pentecostes, rezemos pedindo uma Efusão do Espírito Santo em nossa vida e em nossa comunidade:
Vem, Espírito Santo, e renova em mim a chama do Teu amor. 
Enche-me de fé, Senhor, e revela com a Tua luz todos os meus pecados e traumas. 
Liberta-me, Espírito Santo, e faz de mim uma nova criatura. 
Santifica o meu espírito e alma, renovando também todo o meu ser, emoções, mente, ouvidos, olhos, lábios e atos. 
Capacita-me a viver a Palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo em toda a sua profundidade. 
E agora, Santo Espírito, dá-me os Teus dons para que eu possa melhor servir o reino de Deus, amando, indistintamente, todos os meus irmãos. 
Mas, acima de tudo, derrama o dom do louvor, para que, em tudo e por tudo, eu glorifique o Senhor Nosso Deus. 
Em nome de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Amém.

Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti