quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

BOLETINS DO PADRE REGINALDO MANZOTTI - 2018

 BOLETIM DO DIA 03 DE JANEIRO DE 2018

Filhos e filhas,

Um feliz e abençoado Ano Novo. Espero que todos tenham passado muito bem, na companhia da família, amigos e pessoas amadas. Cada novo ano é uma dádiva que Deus nos concede. É como uma página em branco, onde podemos reescrever nossa história, acertando o que estava errado, melhorando o que já estava bom.

Começo o ano propondo a busca, o caminho da paz. Sei que foi o tema da minha última mensagem do ano, mas quero continuar nessa temática porque se estamos bem, se estamos equilibrados em Deus, podemos receber um desaforo sem reagir; podemos ser provocados, mas não levar a provocação adiante. É essa paz que nós temos que cultivar.

Se encontrarmos essa paz em Cristo, ao invés de sermos motivo de discórdia, seremos instrumentos da paz. Semeadores da concórdia, semeadores de um jeito diferente de viver. Para isso, primeiro temos que acreditar na paz, acreditar e saber de onde ela vem. E, ela vem de Deus, por Jesus. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém chega ao Pai senão por Ele (cf. Jo 14,6).

Jesus se diz o caminho. Ele é a porta estreita, como diz em outro momento, a porta difícil de atravessar. Porém, para passar por Jesus é necessário entender sua proposta. O caminho que significa seguir os seus passos, e assumir as consequências do discipulado. O caminho que significa resignação, esvaziamento, obediência a Deus.

Precisamos ter confiança de que Ele nos auxilia. Precisamos confiar em Jesus, confiar no seu amor, confiar no seu ato redentor e salvífico. Podemos até achar que o mundo está perdido, que a humanidade está perdida, mas não está. Jesus já pagou um alto preço pela humanidade, um preço de sangue derramado na cruz. A humanidade não está caminhando para o caos, porque Ele já conseguiu a vitória.

O Reino já está no meio de nós. Embora, às vezes, não seja fácil enxergá-lo no meio de tantos valores contrários. O Reino de Deus está entre nós como uma semente lançada no coração de cada pessoa. A semente da Palavra já foi lançada na humanidade e em cada um, basta deixar a água que jorra do peito aberto de Cristo ser a primeira chuva para que esta semente germine.

É a água que brota do coração de Jesus, a água límpida, cristalina, repleta de minerais, de graças, de bênçãos, que fará brotar. É a confiança que fará brotar em nós a esperança, que fará brotar em nós os valores do Reino. Se deixarmos a semente do mal permanecer em nós e alimentarmos o vício do pecado, ele produzirá a morte.

Se, confiarmos em Jesus e permitirmos que a água que brota do seu coração venha a nós, o fruto da graça germinará. A paz interior é um dom do Espírito Santo, como nos diz a Carta aos Gálatas: “Por seu lado, são estes os frutos do Espírito: amor, alegria, paz” (Gl 5,22). Isso quer dizer que ela deve ser pedida como o próprio Apóstolo Paulo afirma: “Apresentem a Deus todas as necessidades de vocês através da oração e da súplica, em ação de graças.

Então a paz de Deus, que ultrapassa toda compreensão, guardará em Jesus Cristo os corações e pensamentos de vocês” (Fl 4,7). Esse trecho da Carta aos Filipenses nos dá uma certeza que a paz não é uma utopia, não é um “talvez”, mas é uma certeza em Jesus. Ele venceu o mundo! A paz já nos foi concedida!

Um abençoado ano de paz a todos!


Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti

 BOLETIM DO DIA 10 DE JANEIRO DE 2018

Filhos e filhas,

No calendário litúrgico já estamos no tempo comum, ou seja, o tempo das destas acabaram e vamos meditar todos os ensinamentos de Jesus através dos Evangelhos diários. A festa que marca essa transição é justamente o Batismo do Senhor, que este ano, atipicamente, foi celebrado na última segunda-feira.

Antes de continuarmos, quero fazer um esclarecimento, Jesus não precisava ser batizado, Ele não se tornou o Messias nesta hora, já nasceu o Messias, o Filho de Deus! Ele se submeteu ao batismo, não por necessidade, mas para inaugurar essa Sacramento. E celebrar o Batismo de Jesus nos faz recordar o nosso próprio batismo, que geralmente, recebemos ainda crianças.

Isso sempre me é perguntado, sobre o batismo de crianças. Essa é uma questão muito recorrente entre os temas mais questionados, principalmente no programa Padre Responde em meu canal do YouTube, que responderei oportunamente em um vídeo exclusivo. Mas aproveito a data para catequizar por esta mensagem também.

E por que batizar crianças? Viver na graça de Deus é bom, não é? Então por que negar isso às crianças? O batismo é uma graça para a vida humana e ninguém deve ser privado. O Catecismo da Igreja Católica nos ensina: “O Batismo não somente purifica de todos os pecados, como faz também daquele que vai receber o sacramento uma nova criatura, um filho adotivo de Deus, que se tornou participante da natureza divina, membro de Cristo e co-herdeiro com Ele, templo do Espírito Santo” (CIC 1265).

E a própria Sagrada Escritura, inclusive, cita o batismo de crianças: "Disse-lhes Pedro: 'Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos que estão longe - a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar'." (Atos 2,38-39). E cito também outros textos: At 16,14-15; At 16,33; At 18,8 e 1Cor 1,16.

A tradição da Igreja também ensina o batismo de crianças, transcrevo aqui um testemunho de Orígenes, no ano 248. "A Igreja recebeu dos apóstolos a tradição de dar Batismo mesmo às crianças. Os apóstolos, aos quais foi dado os segredos dos divinos sacramentos sabiam que havia em cada pessoa inclinações inatas do pecado (original), que deviam ser lavadas pela água e pelo Espírito" (Orígenes, ano 248 - Comentários sobre a Epístola aos Romanos 5:9).

É muito importante conhecermos a nossa Igreja, para que não tenhamos uma fé “cega”, pois como disse São João Paulo II “A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva em contemplação da verdade”
É dever do pai e da mãe educar os filhos na fé, e o primeiro passo para isso é o batismo. Não se deve negar o batismo para ninguém, as comunidades estão de portas abertas para proporcionar o melhor para os fiéis. Então, se tem alguma dúvida ou situação que possa causar certa insegurança sobre o batismo, marque um horário e procure o sacerdote da sua paróquia ou um líder comunitário.

Não podemos privar as nossas crianças de serem filhos de Deus, o próprio Jesus nos ensina: "Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas" (Lc 18,16).


Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

SANTA GERTRUDES


O SAGRADO CORAÇÃO DIVINO 
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Ela também exercitou de modo consciente e profundo a prática da caridade, que lhe deram forças para suportar os próprios sofrimentos da doença que debilitava progressivamente o seu organismo. Sempre serena, desapegava-se das suas próprias vontades, direcionando integralmente todo o seu amor ao adorado JESUS. NOSSO SENHOR, bondade sem limites, apreciando as suas virtudes, permitiu a sua confidente divulgar para conhecimento da humanidade, a imensidão da Sua infinita Misericórdia, albergada no aconchego carinhoso do CORAÇÃO DIVINO, em benefício de todos os pecadores.
Na realidade, a Devoção ao SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS é um acontecimento mais recente para a nossa fé. Mesmo assim, para Gertrudes, NOSSO SENHOR antecipou e lhe ofereceu a experiência do Seu Misericordioso Coração que está sempre aberto a humanidade de todas as gerações.
Desde o ano de 1282, quando teve a primeira e inesquecível visão de JESUS, Santa Gertrudes foi agraciada até o dia da sua morte, com diversas visões do CRISTO SENHOR, face a face, quando ELE a desposou por meio de sete magníficos e preciosos anéis, que simbolizavam as suas sete virtudes mais esplendorosas, e em sinal da sua mística, da sua vida religiosa e contemplativa, trocou o Seu Divino CORAÇÃO com o dela. Desse momento em diante, a existência da jovem Monja tão abençoada, tornou-se sobrenatural e misteriosa. Desta experiência admirável e indescritível, nasceu em Santa Gertrudes um imenso e incomensurável amor ao SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS. Assim, muito antes daquelas extraordinárias Aparições do SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (1647-1690) a Santa Margarida Maria Alacoque, religiosa da Ordem da Visitação em Paray-le-Monial, na França, Santa Gertrudes de Helfta teve maravilhosas e extraordinárias experiências do Amor de DEUS, 400 anos antes.
Para Santa Gertrudes, o CORAÇÃO DE JESUS aparecia-lhe como um tesouro que encerrava todas as riquezas; outras vezes aparecia como uma lira tangida pelo ESPÍRITO SANTO, entoando enternecedoras músicas para delícia da SANTÍSSIMA TRINDADE e da corte celeste; em outras oportunidades também aparecia como uma linda nascente jorrando águas para alívio das almas que estão no Purgatório, infundindo fortaleza aos que lutam na terra e delícias aos bem-aventurados no Céu; outras vezes, o SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS lhe aparecia como um lindo turíbulo de ouro, do qual subiam ao PAI ETERNO tantas colunas de perfumado incenso, quantas são as classes de homens pelas quais ELE deu a vida.

CONVITE INIGUALÁVEL
Certo dia, São João Evangelista apareceu a Santa Gertrudes e a convidou repousar com ele junto do SENHOR, ficando ela do lado da “Chaga Aberta pela Lança”, para melhor entrar no íntimo do CORAÇÃO DIVINO, considerando que ela ainda não era um espírito na eternidade. Apontando o peito de JESUS, disse São João: “Eis o SANTO dos SANTOS que atrai para SI todos os bens do Céu e da Terra”. Assim, unidos ao SENHOR, João Evangelista e Gertrudes sentiram as suaves palpitações do CORAÇÃO do SALVADOR, tal como ele, João, havia sentido na Última Ceia. Foram muitas as experiências admiráveis e maravilhosas que Santa Gertrudes teve o privilégio santificado de realizar com o SENHOR DEUS, e que na realidade, colocava a sua alma num patamar tão elevado, como os Anjos no Céu.

OBRA DE GERTRUDES
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Ela escrevia em latim, e sua primeira obra foi “REVELAÇÕES” também conhecida pelo nome “Mensagem da Misericórdia Divina” (Legatus Divinae Pietatis). Depois escreveu “EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS” e por último escreveu “PRECES GERTRUDIANAS”.
Suas obras são essencialmente constituídas com os relatos das visões. Algumas delas podem parecer estranhas, com representações difíceis, mas, na realidade fazem parte de uma experiência mística, testemunhos concretos de uma existência espiritual muito especial e em perfeita união com DEUS. Algo muito íntimo, que na sua humildade a faziam chorar quando meditava os sofrimentos da Paixão do seu amado JESUS.

Nos “EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS”, ela quis proporcionar as suas Irmãs de hábito um meio para crescimento da vida espiritual. São sete os Exercícios, como se fosse uma escada, de forma que cada degrau vai auxiliando de modo concreto a se alcançar um acréscimo espiritual. Os Exercícios representam também a “Semana da Criação”(os sete dias utilizados por DEUS), onde ela coloca o ser humano, como imagem perfeita do CRIADOR.

Os “EXERCÍCIOS” na realidade, são um verdadeiro “Manual Gertrudiano”, o qual engloba sete pequenas obras, uma independente da outra, mas, que se completam, pois faz considerações abrangendo a vida inteira da humanidade, desde o nascimento até a morte. É um conjunto de instruções e estímulos, para o fiel elaborar um fecundo caminho de procedimento, com orações e meditações.
O “Primeiro Exercício” considera a renovação da graça Batismal. O Sacramento do Batismo é a porta que permite a entrada e recepção de todos os demais Sacramentos. Assim sendo, Santa Gertrudes considera o Batismo como a “base sobrenatural da santidade”. Sobre ela (a santidade) deve erguer o edifício Divino da vida humana.
O “Segundo Exercício” conduz o fiel à suprema vocação, ou seja, a Vocação do Estado Religioso. É onde acontece à verdadeira “conversão” , com o estado de consagração da alma a DEUS.
O “Terceiro Exercício” está, por assim dizer, perfeitamente ligado ao anterior, pois se trata do propósito definitivo da conversão, que no caso religioso, é celebrado solenemente através do pacto da “santa profissão dos votos”.
O “Quarto Exercício” vem estimular o fiel a recordar a renovação do seu total abandono a DEUS, oportunidade em que simultaneamente, a alma se torna participante da riqueza dos tesouros das graças que a Igreja concede ao fiel.
O “Quinto Exercício” é uma escola de instrução, indicando direções seguras e sugestões animadoras, para o fiel trilhar consciente o seu caminho e possuir meios e suportes para cumprir dignamente o maior de todos os Mandamentos, o “Mandamento do Amor”.
O “Sexto Exercício” consiste na indicação mais perfeita, na mais resplandecente beleza da chama do amor que se eleva aos Céus, como louvor e agradecimento, numa adoração mais luminosa a DEUS, no exercício de um culto fervoroso, mais sublime e mais desinteressado da criatura ao seu CRIADOR. È, portanto, o exercício por excelência, no qual acontecem os êxtases de amor.
O “Sétimo Exercício” assegura tornando legítimos todos os anteriores e os aperfeiçoa, porque se fundamenta na humildade, que verdadeiramente é a raiz de todas as virtudes, e primordialmente o temor a DEUS. Esta última parte focaliza em evidência, as cenas dolorosas da Sangrenta Paixão de NOSSO SENHOR.
A piedade de Santa Gertrudes se revela luminosa nos Exercícios. Ela é realçada com a sua percepção sobre a transcendência de DEUS que é principio e fim da criação; sua devoção ardente a SANTÍSSIMA TRINDADE e por cada pessoa Divina, realçando um amor intenso, repleto de gratidão e dedicação ao SALVADOR, que é o Mediador Supremo e Caminho para o PAI ETERNO. Por fim, culmina com a demonstração de um sentimento profundo de admiração e de confiança filial a NOSSA SENHORA, nossa MÃE SANTÍSSIMA, assim como o seu desejo da união eterna e de ver a “Volta de JESUS”.

As “PRECES GERTRUDIANAS” não foram escritas por Santa Gertrudes, mas foram compostas por um jesuíta de Colônia em 1670. As orações têm uma função auxiliar, de levar personalidade aos escritos da Santa. Elas estão fundamentadas em escritos de opúsculos feitos por ela mesma, sobre diversas passagens bíblicas, sobre a Liturgia, sobre a Regra de São Bento e sobre as obras de São Bernardo de Claraval. Alguns hagiógrafos acrescentam que ela deve ter conhecido alguns escritos de Franciscanos, porque existem referências em parágrafos das “Preces” que sugerem esta possibilidade.
Toda a sua Obra e sua espiritualidade passaram despercebidos do povo em geral, até o ano de 1536, quando os Padres Cartuxos de Colônia, também na Alemanha, imprimiram o famoso Memorial. A aceitação e o êxito foram completos, sendo criada uma entusiasmada corrente espiritual em torno dos escritos da Monja, os quais foram traduzidos em diversas edições, realçando também a sua biografia. Acompanhando o êxito dos escritos, Santa Gertrudes passou a ser denominada "a Grande", ou "a Magna".

IDEAL MONÁSTICO - VISÕES
Santa Gertrudes é considerada modelo ideal de vida a ser seguido pelos religiosos, porque ela soube viver de maneira competente e admirável a vida monástica. Dom Colomba Marmion, Monge do Mosteiro de Singeverga, na região do Porto, em Portugal, fala do amor singular que NOSSO SENHOR JESUS CRISTO lhe testemunhava através da declaração: “Não existe na Terra criatura para a qual ELE se inclinava com tanto prazer”. E acrescentava, “... que O encontrariam sempre no coração de Gertrudes, cujos menores desejos ELE se comprazia em satisfazer”. Um dia, certa alma que conhecia tão grande intimidade, de NOSSO SENHOR com Santa Gertrudes, ousou perguntar ao SENHOR, que espécie de atrativos Santa Gertrudes possuía para merecer tais preferências? JESUS respondeu: “Amo-a assim, por causa da liberdade do seu coração, em que não entrou coisa alguma que possa ME disputar a soberania”.
Sempre ela estava desapegada inteiramente de toda criatura e de todas as coisas, porque em tudo, ela somente buscava o DEUS da Vida.
Um dia, no fim da Santa Missa de um Domingo de Ramos, ela meditava no modo como os amigos de JESUS o tinham recebido em Betânia, para onde ELE havia se retirado à tarde. E assim pensando, Gertrudes sentiu lhe acender o desejo de hospedar NOSSO SENHOR em seu coração. Logo de imediato JESUS apareceu e disse: “Aqui estou. E tu o que é que ME vais dar?” Santa Gertrudes respondeu: “Ah SENHOR! Sede bem-vindo, salvação da minha alma, meu único tesouro! Mas, que situação SENHOR! Não tenho nada preparado que seja digno da VOSSA magnificência. E assim, ofereço-VOS todo o meu ser, e peço-VOS que VÓS Mesmo prepareis em mim o que mais agradar o VOSSO CORAÇÃO”. E JESUS respondeu: “Uma vez que me dás liberdade, farei o que me pedes; mas, preciso da chave, para que possa encontrar e dispor de tudo quanto desejo”. Perguntou a Santa: “Meu SENHOR, que chave é essa de que necessitas e que eu VOS tenho de entregar?” Respondeu JESUS: “A tua própria vontade”. A Santa passou a compreender que NOSSO SENHOR se deleita numa alma que se entrega totalmente a ELE e nada reserva de si mesma; pela obediência perfeita, entrega a CRISTO a chave que ELE pede.
Num outro dia, depois que rezou as Vésperas da SANTÍSSIMA TRINDADE, Gertrudes pedia a NOSSO SENHOR que corrigisse certos defeitos, por demais manifestos, em um dos seus Superiores da Comunidade Religiosa. JESUS respondeu: “Não é só este que tem defeitos, mas todos os que governam a tua Congregação, tão grata aos MEUS Olhos, apesar disso. Pois cada um tem os seus defeitos. Não sabias? Ninguém neste mundo está isento de misérias. Mas deves ver nesta realidade, um dos efeitos da MINHA Misericórdia, que desta maneira aumenta o mérito de todos. Os súditos para se sujeitarem, precisam de maior virtude quando o representante da autoridade é imperfeito do que quando o procedimento dele é irrepreensível”.
Gertrudes raciocinando concluía: “JESUS vive em nós a realidade dos Seus Mistérios e, quando temos fé e nos unimos a ELE com amor, arrasta-nos CONSIGO, fazendo-nos participar na virtude própria para cada situação”. Ela ouviu bem no interior do seu coração as palavras do SENHOR: “Tudo tem a sua hora nas adoráveis decisões da MINHA Previdente Sabedoria”.

ACONTECIMENTO ADMIRÁVEL
Na vida da grande Monja encontramos outro fato bem significativo. Num Domingo, antes da Festa da Ascensão do SENHOR, na enfermaria onde se encontrava, Gertrudes levantou ao primeiro sinal da Comunidade, apressando-se a rezar piedosamente as Matinas, para sobrar mais tempo que queria dedicar a Oração. Tinha terminado a quinta lição das Matinas, quando uma Irmã, também muito doente, aproximou-se dela. Esta Irmã não podia se unir ao Oficio porque ninguém o lia perto dela. Mas, cheia de compaixão, Santa Gertrudes interrompeu o seu Ofício e disse ao SENHOR: “JESUS, bem vedes que já fui além das minhas forças. Todavia, gostaria que fosse o SENHOR Mesmo a fazer esta caridade.” E recomeçou as Matinas para a Irmã enferma. Depois, estando a recitar o Ofício, CRISTO confirmou com suas palavras: “O que fazeis ao menor dos meus irmãos, considero como se fosse feito a MIM mesmo”. Nesse momento, ELE apareceu a Gertrudes e LHE deu ali mesmo provas tão grande de ternura, que a palavra é incapaz de encontrar o vocábulo correto para traduzir o adorável sentimento do SENHOR. Aliás, durante toda a sua vida, esta digna Monja, revelou uma caridade imensa e uma condescendência inesgotável, tão grande, que o SENHOR DEUS presente em sua vida, apreciava os seus virtuosos dons.

FIM DA CAMINHADA EXISTENCIAL
Em Fevereiro de 1288, atravessou um período de severas enfermidades com grandes sofrimentos. Ela dizia interiormente ao SENHOR: “Embora eu seja uma insignificância da VOSSA criação, meu amoroso desejo é morrer, enfim, estar junto de VÓS, meu adorado DEUS, e VOS oferecer a minha mais fervorosa homenagem da minha alegria, em união com a feliz sociedade bem-aventurada no Paraíso, que juntos, cantam e celebram louvores a VÓS no Céu, por toda eternidade”.
A Monja Matilde, sua íntima amiga, e que também era outra Santa querida de NOSSO SENHOR, concluída a sua missão existencial, no ano de 1298 partiu para os braços eternos do CRIADOR.
No ano de 1300, na festa de São Martinho, no dia 11 de Novembro, Santa Gertrudes perguntou ao Divino esposo: “SENHOR, quando me chamarás para VÓS”? JESUS respondeu: “Muito em breve EU tirarei você do mundo”. Ao ouvir as palavras de NOSSO SENHOR, Gertrudes sentiu uma imensa alegria.
No ano seguinte, durante a Páscoa, JESUS enviou dois Anjos para lhe anunciar: “Que estava prestes à hora da sua libertação”. Também lhe apareceram espíritos celestiais, alegres e sorridentes, cantando as mais belas e suaves melodias, convidando Gertrudes às alegrias do Paraíso Divino.
Apesar dos sofrimentos da doença, que raramente lhe davam uma trégua, Santa Gertrudes com decisão e vontade, ampliou as suas orações e os sacrifícios, em beneficio de todos. Finalmente na manhã do dia 16 de Novembro de 1302, com 46 anos de idade, sua alma como uma linda e feliz pombinha branca, partiu para eternidade, deixando muitas saudades no coração das Irmãs suas amigas e companheiras de ideal no Mosteiro Santa Maria de Helfta.
GERTRUDES DE HELFTA foi CANONIZADA no Vaticano, pelo Papa Clemente XII, no dia 20 de Julho de 1738. 
 FONTE: http://apostoladosagradoscoracoes.angelfire.com/misdetru.html
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SANTA GERTRUDES E SUAS VISÕES E ORAÇÕES PELAS ALMAS DO PURGATÓRIO




VISÃO DA ALMA DE UM IRMÃO LEIGO

Tendo morrido um irmão leigo, de nome João, que estava a serviço do convento,ao qual mostrara sempre grande dedicação, Gertrudes  viu todos os trabalhos e obras do irmão figurados  por uma escada. Por ela, suabia a alma do irmão João, mas, apenas tinha passado alguns degraus, começou a tremer, como se a escada ameaçasse cair.
A escada trêmula significava a imperfeição com que o irmão João praticara certos atos.  Gertrudes orou; e as suas orações, qual mão de amigo que se estendia afetuosa ajudaram aquela alma na sua penosa ascensão.


"Que morreu por nós, para que, quer vigiemos (VIVOS), quer durmamos (MORTOS), vivamos juntamente com ele. "
1 Tessalonicenses 5,10





VISÃO DA ALMA DE UM CAVALEIRO

Certa ocasião, Santa Gertrudes orava por todas as almas do Prugatório, quado apareceu a alma de um cavaleiro morto há catorze anos. Suspensa na boca de um abismo profundo, apoiada  do lado esquerdo apenas por uma tênue tábua, aquela alma tinha a forma de uma besta monstruosa cujo corpo estava eriçado de tantos chifres quanto são os pêlos dos animais. O inferno vomitava contra ela, sob a forma de turbilhões de fumo, toda a espécie de sofrimentos e penas que lhe causavam indizíveis tormentos. Os chifres significavam o orgulho e ambição que dominara toda a vida daquele cavaleiro. A tábua que o impedia de cair no abismo significava alguns movimentos de boa vontade, de que, em raros intervalos, dera prova. Até aquele momento as orações da Igreja não tinham aproveitado aquela alma. Gertrudes orou com todo o fervor de sua alma; e daí a pouco teve a alegria de ver aquela besta horrenda ser transformada numa criancinha toda coberta de manchas e ser trasladada para uma casa onde várias almas já estavam reunidas. Desde aquele momento a alma do cavaleiro podia já sentir os efeitos das orações da Igreja.


"Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor."
 Romanos 14,8




VISÃO DA IMPORTÂNCIA DE ORAR PELAS ALMAS

O modo de expiação das faltas de desobediência foi mostrado a Gertrudes pela seguinte visão. A alma sobre quem pesavam tais faltas pareceu-lhe revestida de diversos ornatos sobos quais se ocultavam pedras de tamanho peso que eram necessárias várias pessoas ajudarem-na a subir até o Senhor. Estas pessoas que a conduziam eram as almas do Purgatório por quem a defunta tinha orado em vida, os adornos, as orações pelas almas dos Purgatório, as pedras pesadas as desobediências cometidas.


"Pois é por isto que foi pregado o evangelho até aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito." 
(1 Pedro 4,6)




VISÃO DA ALMA DE UMA DEFUNTA

Outra defunta apareceu a Gertrudes com as orelhas cobertas de uma espécie de lepra que ela devia raspar com as unhas até desaparecer inteiramente. Expiava deste modo as faltas cometidas por escutar palavras de murmuração e maledicência. Além disso, a boca estava coberta interiormente de uma pele grossa que a impedia de saborear as doçurs divinas, em castigo das palavras com que maldiçera seu próximo. Soube Gertrudes por revelação especial que as faltas daquela defunta foram cometidas por uma certa simplicidade de que muitas vezes se arrependera. Nosso Senhor deu a conhecer à Santa que as pessoas que cometem, por hábito, tais faltas de murmuração serão muito mais severamente punidas. Aquela pele espessa que cobre a língua estará eriçada de pontas agudas que, subindo e descendo, ferem o céu da boca fazendo sair dele uma matéria muito desagradável ao paladar.


"O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém mais se há de exigir." ( Lucas 12, 45-48).


 "13 a obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será reveldada no fogo, e o fogo provará qual seja a obra de cada um. 
14 Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão.
15 Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo todavia como que pelo fogo. ( O Purgatório)"

(1 Cor 3, 13-15)

O ATO HERÓICO

Era tal a devoção desta Santa pelas almas que chegou a fazer o que se chama de ato heróico, isto é, ofereceu de uma vez para sempre, todos os seus merecimentos de orações e boas obras em sufrágio e alívio das das almas. Tendo a Santa renovado o ato heróico em favor de uma determinada alma, disse ao Senhor: " Espero que a vossa terna misericórdia se dignará olhar favoralmente para minha indigência e nudez".
Jesus respondeu-lhe com a seguinte comparação que bem mostra quão agradável é a Deus e quão bem recompensada é a oferta generosa de todos os merecimentos próprios em favor das almas do Purgatório: 
"A mãe contenta-se em sentar a seus pés as filhas que, estand já em idade de se vestirem, sabem preserva-se do frio; mas sustenta no braço e aquece com seus próprios vestidos a filhinha recém-nascida."
E ajuntou: "Terás porventura alguma coisa a invejar aos que estão sentados junto das fontes dos rios, tu que estás sentada à beira do oceano?"
Sentar-se junto da imensidade do oceano, ser aquecido pelos vestidos da mãe significa que Deus reserva uma grande recompensa para as almas que, num rasgo de heroicidade, se despojam dos vestidos de seus merecimentos para com eles cobrirem a nudez das almas prisioneiras do Purgatório.


"Assume logo uma atitude reconciliadora com o teu adversário, enquanto estás a caminho, para não acontecer que o adversário te entregue ao juiz e o juiz ao oficial de justiça e, assim, sejas lançado na prisão.
 Em verdade te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo" 
(Mateus 5,22.25-26)


"Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados - o Justo pelos injustos - para nos conduzir a Deus. Padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito.
19. É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes,"
(I Pedro 3, 18-9)


"Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor."
Romanos 8,38-39
FONTE; 




ORAÇÃO DE SANTA GERTRUDES
pelas almas do Purgatório.
(Jesus prometeu à Santa Gertrudes
que salvaria  (1000) mil almas do purgatório cada vez,
que cada pessoa rezar com fervor esta Oração)
 
              Eterno Pai, Ofereço-Vos o Preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as Missas que hoje são celebradas em todo o mundo; por todas as Santas almas do purgatório, pelos pecadores de todos os lugares, pelos pecadores de toda a Igreja, pelos de minha casa e de meus vizinhos. Amém.
 
Terço de jaculatórias
pelas almas do Purgatório:
(Com a oração ditada por Nosso Senhor à Santa Gertrudes.)
 
- Faz-se o sinal da Santa Cruz.
 
- Reza-se o ato penitencial (“Confesso a Deus Todo Poderoso que pequei...”)
 
- Evocação a Deus Espírito (“Vinde Espírito Santo, Vinde por meio da poderosa intercessão do Imaculado Coração de Maria...”)
 
- Creio, Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.
 
Nas Contas do Pai-Nosso, reza-se a Oração ditada por Nosso Senhor à Santa Gertrudes:
 
“Eterno Pai, ofereço-vos o Preciosíssimo Sangue do Vosso Divino Filho JESUS, em união com todas as santas Missas que hoje são celebradas em todo o mundo, por todas as santas almas do Purgatório, pelos pecadores em todos os lugares, pelos pecadores na Igreja Católica, pelos pecadores em todas as outras igrejas, pelos de minha casa e meus vizinhos. Amém!”
 
Nas contas da Ave-Maria:
 
“Jesus, Maria e José eu Vos amo, salvai almas!”
 
Na conta da salve Rainha:
 
- “Sagrado Coração de Jesus, sede nosso Amor”!
- “Doce Coração de Maria, sede nossa Salvação”!
 
No encerramento:
        
“Dai-lhes Senhor o descanso eterno e que a luz perpétua as ilumine, Descansem em paz. Amém”.


Terço de oferecimento
dos méritos infinitos das Santas Chagas
de Nosso Senhor Jesus Cristo
pelas almas do Purgatório
 
Disse Nosso Senhor Jesus Cristo à Santa Gertrudes:
 
“Muitíssimo grata Me é a oração pelas almas do Purgatório, porque por ela tenho ocasião de libertá-las das suas penas e introduzi-las na gloria eterna”.
 
“Certa vez pregava São Domingos sobre a importância de rezarmos o Rosário, quando um homem que o ouvia atenta e piedosamente, teve uma visão espiritual, concedida por Deus, para comprovar a veracidade das palavras de São Domingos: Ele viu muitas almas dos que estavam morrendo, adentrarem profundamente no purgatório. Ao mesmo tempo via Nossa Senhora com uma laçada de ouro, era o Rosário, através do qual a Mãe de Misericórdia retirava desse local de forte purificação, as pobres almas sofredoras.

“Tudo o que damos por caridade às almas do Purgatório, converte-se em graças para nós, e após a morte encontramos o seu valor centuplicado.” (Santo Ambrosio)

“Socorrendo as almas, praticamos a caridade em toda a sua extensão. A devoção às almas do purgatório encerra todas as obras de misericórdia, cuja prática, elevada ao sobrenatural, nos há de merecer o Céu. (São Francisco de Sales)

“Poupai Vossas lágrimas pelos defuntos e dai-lhes mais orações”. (São José Crisóstomo)
 
 
Início do terço:

(Propício para rezar todos os dias; em especial nos cemitérios, dia de finados e velórios.)
 
- Fazer cinco vezes o sinal da sana cruz em honra as cinco grandes Chagas do Senhor
- Ato penitencial (Confesso a Deus, Todo Poderoso, que pequei muitas vezes...)
- invocação ao Espírito Santo (vinde Espírito Santo, vinde por meio da poderosíssima intercessão do Imaculado Coração de Maria, Vossa amadíssima Esposa!) repetir três vezes
- Salmo 129:
“Do profundo abismo em que me encontro, clamo a Vos! Sejas Vossos Ouvidos atentos a voz de minhas súplicas. Se olhardes, Senhor, para as nossas iniqüidades, quem poderá, Senhor, subsistir em Vossa presença?
Porém, Vós sois cheio de misericórdia, e eu espero em Vós, Senhor, por causa de Vossa Lei.
Coloquei minha confiança no Senhor e em sua palavra.
Espere assim todo Israel no Senhor, desde a aurora ate a noite. Porque o Senhor é cheio de misericórdia e Nele se encontra copiosa redenção. E Ele mesmo há de remir Israel de todas as iniqüidades.
 
- “O descanso eterno concedei-lhes, Senhor! E a luz perpetua as ilumine. Amem”.
- “Senhor, ouvi as minhas orações! E meus clamores cheguem até Vós! Amem.
-“Divino Jesus, ofereço-vos este terço que vou rezar, contemplando os mistérios da Vossa Dolorosíssima Paixão. Concedei-me, por intercessão de Maria, Vossa Mãe Santíssima, a quem nos dirigimos, as virtudes que nos são necessárias para bem rega-lo e a graça de ganharmos as indulgências anexas a esta santa devoção. Assim seja. Amém.
 
“Tende misericórdia, ó Senhor, das almas dos fieis que padecem no purgatório. Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno. Amém.
“Pai eterno, eu Vos ofereço o Sangue preciosíssimo de nosso Senhor Jesus Cristo em expiação dos meus pecados, pelas necessidades da Santa Igreja Católica, pelas almas do Purgatório pela alma de.... que pela misericórdia Vossa descanse em paz. Amém.
 
Pai Nosso...
 
Na 1ª Ave-Maria: “Glorifico-vos ó Pai Criador e pelo Imaculado e puríssimo Coração de Vossa Filha predileta, a Santíssima Virgem Maria, peço-vos pelas almas do purgatório e pela alma de......., que pela Vossa Misericórdia descanse em paz”. Ave-Maria...
Na 2ª Ave-Maria: “Glorifico-vos ó Filho Redentor do mundo, nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo Imaculado e puríssimo Coração de Vossa Mãe, a Santíssima Virgem Maria, peço-vos pelas almas do purgatório e pela alma de ....., que pela Vossa misericórdia descanse em paz”! Ave-Maria...
Na 3ª Ave-Maria: “Glorifico-vos ó Espírito Santo de Deus, nosso santificador, e pelo Imaculado e puríssimo Coração de Vossa amadíssima Esposa, a Santíssima Virgem Maria, peço-vos pelas almas do purgatório e pela alma de ......, que pela Vossa misericórdia descanse em paz”. Ave-Maria...
 
 
1° Mistério doloroso: A agonia do Senhor no Horto das Oliveiras.

Ofereço-vos ó Divino Salvador, os vossos preciosissimos suor e sangue, que derramastes em vossa santa agonia, pelas almas de meus parentes, em todos os graus.
- Pai-nosso, 10 Ave-Marias (ao final de cada uma, acrescentar a seguinte jaculatória: “Misericordiosissimo Jesus, dai-lhes o repouso eterno”)
 
2° Mistério doloroso: A Flagelação do Senhor.

Ofereço-vos ó Divino Salvador, o Vosso preciosissimo Sangue derramado na impiedosa, brutal e dolorosissima flagelação pelas almas dos meus benfeitores espirituais e materiais, principalmente por aquelas almas que mais padecem por minha causa.
- Pai-nosso, 10 Ave-Maria (ao final de cada uma.....)
 
3° Mistério doloroso: A Coroação de espinhos do Senhor.

Ofereço-vos ó Divino Salvador, o Vosso preciosissimo sangue derramado na dolorosissima Coroação de espinhos pelas almas do purgatório, especialmente pelas mais aflitas e abandonadas.
- Pai-nosso, 10 Ave-Marias (ao final de cada uma.....)
 
4° Mistério doloroso: O Senhor carrega a pesada Cruz.

Ofereço-Vos ó Divino Salvador, o Vosso preciosissimo Sangue derramado de vosso sagrado Ombro, de Vossa sagrada Face, de todo o Vosso Santo Corpo, ferido por terríveis golpes e torturas as vossas fadigas, incontáveis e inimagináveis dores e sofrimentos que suportastes ao levar a pesada cruz ao calvário, por todas as almas que entram neste momento nas chamas do purgatório, pelas almas dos sacerdotes, religiosos e profetas dos últimos séculos, autênticos videntes e confidentes de Jesus e Maria; enfim, por todas aquelas almas que me foram recomendadas.
- Pai-nosso, 10 Ave-Marias (ao final de cada uma.....)
 
5° Mistério doloroso: A Crucificação e Morte do Senhor.

Ofereço-vos ó Divino Salvador, o Vosso preciosissimo sangue derramado desde o despojar de suas vestes, coladas em vossas feridas, das vossas mãos e dos vossos pés perfurados e todas as vossas agonias na hora de vossa morte, pela alma de....... Que o sangue precioso e a água sagrada emanada de vosso puríssimo coração lanceado e trespassado pela dura lança, abram-lhe a porta dos céus, a fim de que unida aos santos anjos, santos e principalmente a vossa mãe santíssima, vos bendiga para sempre junto ao eterno Pai na unidade do Espírito Santo, Amém.
- Pai-nosso, 10 Ave-Marias (acrescentando ao final de cada uma: “Misericordiosissimo Jesus, dai-lhes o repouso eterno”)
 
- Salve Rainha.
 
http://www.derradeirasgracas.com/2.%20segunda%20p%C3%A1gina/As%20Devo%C3%A7%C3%B5es/3.%20ORA%C3%87%C3%95ES%20GERAIS/Ora%C3%A7%C3%B5es%20pelas%20almas%20do%20purgat%C3%B3rio.htm




BREVIÁRIO: VISÃO DO PURGATÓRIO DE SANTA CATARINA DE GÊNOVA

BREVIÁRIO: VISÃO DO PURGATÓRIO DE SANTA CATARINA DE GÊNOVA:    Texto do Tratado sobre o Purgatório,  escrito por Santa Catarina de Gênova: A voz de Jesus se faz sentir no íntimo ...

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018


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“Mãos guiadas por Deus” – conheça as magníficas obras deste artista ucraniano:


O artista ucraniano Vladimir Denshchikov emprega a técnica domacramê, arte de tecelagem manual que não utiliza nenhum tipo de ferramenta,
Para, apenas com seus dedos que trançam os fios, criar ícones religiosos esplêndidos, que exigem milhões de nós e meses de trabalho árduo.

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Cada ícone demora de 3 a 9 meses para ficar pronto – e Vladimir os elabora há mais de 30 anos!
Nascido 1952 em Kiev, ele tem uma reconhecida carreira profissional como ator, diretor teatral e professor de atuação, mas o seu “hobby” de trançar ícones religiosos com fios de linho lhe consegue ainda mais reconhecimento e admiração internacional.
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Apenas as mãos e o rosto dos anjos e santos são pintados sobre tela, enquanto todo o resto de cada ícone é composto pelos milhões de nós de linho puro, em fios de 0,5 a 2 metros de comprimento.
Em 2007, Vladimir Denshchikov sofreu um acidente vascular cerebral que, além de afastá-lo do teatro, também deixou uma das suas mãos parcialmente paralisada.
Enquanto se recuperava, ele insistiu em continuar trabalhando no ícone que queria entregar à igreja de Malorechenskoye.
Foi na sua luta para tecer os minúsculos nós que ele sentiu a mão mover-se cada vez mais livremente, como se não fosse ele próprio quem a guiava…

 
O artista considera a sua recuperação um milagre.
Admire um pouco mais da sua obra extraordinária:
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http://www.adf.org.br/home/maos-guiadas-por-deus/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+devotosdefatima+%28Boletim+Devotos+de+F%C3%A1tima%29

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

ADVENTO - 2017

            Que maravilhoso e belo é o Tempo do Advento!

Anunciação

Anunciação
“Ao celebrar anualmente a Liturgia de Advento, a Igreja reviva a espera do Messias: participando da longa preparação da Primeira Vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda.” (CIC §524)

O TEMPO DO ADVENTO começa com as vésperas do domingo mais próximo ao 30 de novembro e termina antes das vésperas do Natal.

Para nós católicos é um tempo de preparação da alma, de expectativa e alegria;
Em que os fiéis, ao festejar o Nascimento do Salvador do Mundo, despertam em si o arrependimento de suas faltas;
Com penitência (para nos tirar do nosso sonambulismo do pecado e fazer nascer em nós a verdadeira esperança) e adquirem ânimo na luta pela vinda do Reino de Cristo à terra.

A palavra “advento”, do latim Adventus, do verbo advenire, significa vinda, chegada, começo, início, princípio. 

Os dias que vão de 16 a 24 de dezembro (Novena de Natal) são para nos preparar mais especificamente para a grande Festa do Natal do Senhor.


Com o Advento, a Igreja inicia o novo Ano Litúrgico.

Esse tempo litúrgico possui dupla característica:

É um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a Primeira Vinda do Filho de Deus entre os homens.
E também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da Segunda Vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo no fim dos tempos, para julgar os vivos e os mortos.

Por este duplo motivo, o Tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa.


O Advento é, portanto, um tempo especial para que façamos um sério e profundo exame de consciência de nossa vida pessoal e também quanto ao mundo em que vivemos.

É um momento adequado para averiguarmos se a Semente de Amor ao bem e ao belo – ou seja, a virtude da admiração –, lançada por Nosso Senhor Jesus Cristo no coração dos homens está frutificando.

O Natal é uma celebração que nos transmite profundos ensinamentos de vida.
Ao contemplarmos a gruta de Belém, descobrimos o imenso Amor de Deus;
– Criador e Todo-Poderoso, Alfa e Ômega, Princípio e Fim de todas as coisas –
Que se presta a assumir nossa mísera condição humana e vir ao mundo, sob a frágil forma de uma criança, para nos salvar.

É Deus que se humaniza para divinizar o homem.

A Festa do Natal nos permite considerar, na humildade e na pobreza do Presépio, a Grandeza e a Riqueza do Amor divino.

É perceber a lição de humildade radical que Nosso Senhor Jesus Cristo veio nos ensinar.
É optar pelo Caminho que Ele veio nos mostrar, Caminho que, em última análise, estão consubstanciados no seu exemplo e nos seus ensinamentos.
É considerá-lo  com total sinceridade e disposição de espírito a esse Deus –  ao mesmo tempo, infinito em grandeza e pequenino;
Majestoso e tão humilde – no mais profundo de nossas almas, corações e mentes, juntamente com as verdades que Ele veio nos comunicar, pondo-as em prática no nosso cotidiano.

Isto inevitavelmente nos tornará seres humanos melhores e mais valorosos a cada dia.

É assumir compromisso com os princípios e causas do Evangelho, lutando em defesa da vida, ao lado dos que sofrem perseguição por amor às leis de Deus;

Proclamando sem medo as verdades eternas, como fizeram os batalhadores santos ao longo da História.

É ser reflexo de Nosso Senhor Jesus Cristo neste mundo de pecados e abominações de toda ordem. 

Os católicos devem celebrar o Natal com tal espírito.

E é por ser uma comemoração tão importante que se faz necessário que nos preparemos bem.
É esta a finalidade do Tempo do Advento.
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Fonte: ofielcatolico.com
FONTE;http://www.aascj.org.br/home/2017/11/o-tempo-do-advento/



Dia 3 de dezembro - Primeiro Domingo do Advento 2017 
Ano Litúrgico Ano B

Encaminho-lhes, em anexo:
- uma reflexão do Padre Adroaldo, SJ 
- uma explicação sobre a Coroa do Advento, incluindo uma oração para ser rezada ao acender a vela.
Ainda dá tempo de preparar uma coroa na família.

Que Deus antecipadamente abençoe todas as pessoas com as quais vamos entrar em contato, neste ano que finda!

Ir. Zuleides Andrade, ASCJ
Santuário Nacional de Cristo Rei
Av. Cristo Rei - Alto do Pragal
2800-058 - Almada - PORTUGAL





ADVENTO: VIVER NA ATENÇÃO CRIATIVA

“O que vos digo, digo a todos: vigiai!” (Mc 13,37)

S. Gregório de Nissa afirma que “na vida cristã vamos de começo em começo, através de começos sem fim”. Re-começar contínuo, no qual nos colocamos sempre de novo em sintonia com Aquele que plenifica nossa existência, dando sentido e inspiração ao nosso modo de ser e viver.
Estamos re-começando mais um tempo litúrgico, sempre original e instigante; trata-se do Advento.
No evangelho, indicado para este primeiro domingo, o apelo de Jesus (“vigiai”) poderia perfeitamente ser traduzida por “estejam atentos”, “estejam despertos”.        
Por que essa insistência em viver despertos, atentos e lúcidos, como nos pede o tempo do Advento? Porque, como dizia Antony de Mello, a grande tragédia da vida não é tanto aquilo que sofremos, mas aquilo que perdemos. Perdemos muitas oportunidades porque a dispersão e a distração nos acompanham sempre. E isso é justamente o que pretende a espiritualidade do Advento: despertar.
De vez em quando, deveríamos ter a coragem de deixar ressoar em nós esta pergunta: “Você vive ou simplesmente sobrevive?”; pois o perigo de viver adormecidos ou de maneira superficial nos espreita continuamente. Aqui podemos recordar um texto de Henry Thoreau que se fez famoso graças ao filme “A sociedade dos poetas mortos”: “Fui aos bosques porque queria viver em plena consciência, queria viver a fundo e extrair toda a essência da vida; eliminar tudo o que não fosse a vida, para que, quando a minha morte chegasse, eu não descobrisse que não tinha vivido”. 

S. Paulo também nos convida a despertar de nossa inconsciência para deixar-nos iluminar por Cristo e assim viver em plenitude, e não como mortos vivos: “Desperta, tu que estás dormindo, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará” (Ef 5,14)
Sabemos que o maior inimigo da atenção e da vigilância é a rotina e o modo de funcionar em “piloto automático”. A rotina tem a vantagem de facilitar as coisas e nos confere uma certa sensação de seguran-ça: movemo-nos por caminhos trilhados nos quais tudo nos torna familiar; ela é como uma roda que, de vez em quando, nos move para aquilo que já sabemos, para o já conhecido. Os hábitos permitem que façamos muitas coisas sem precisar pensar: são feitas de uma maneira “in-sensata”, ou seja, sem sentido e sem discernimento.

Muitas de nossas rotinas são manias que herdamos, atmosferas que respiramos, condutas que imitamos, maneiras de ser que assumimos como próprias; nessa repetição do conhecido, vamos nos habituando a viver na apatia, na falta de sonho e de entusiasmo. A rotina nos encobre, nos disfarça, nos mascara e nos anula no costumeiro, na tradição, no hábito, na repetição.
Alguém já disse que a rotina é o colchão da comodidade na qual a pessoa vai morrendo, pouco a pouco”.
rotinas que se impõem a nós, sobretudo para que nada se modifique, para que tudo continue como sempre; com isso não arriscarmos ao novo e, sobretudo, atrofiamos nosso espírito aventureiro e criativo que nos sussurra outras brisas, que nos instiga a caminhar por paisagens desconhecidas e nos impulsiona para horizontes inspiradores.
A rotina nos instala no gesto mecânico, no movimento inconsciente, na vida sem alento, nas maneiras normóticas de agir, no vazio do estancamento e na vigília adormecida; ela nos converte em figueiras este-reis, nos seca por dentro, nos torna deserto, sem brilho nos olhos, sem vibração no coração, sem presença inspiradora em nosso mundo.

O Advento, como “primeiro movimento”, é sempre atenção, convite a estar desperto para fazer novas todas as coisas”. Não é promover novidade superficial, mas recuperar o novo que sempre brota a partir de nosso ser mais profundo. O Advento é tempo litúrgico da criatividade; as rotinas nos alienam, a criati-vidade nos faz, nos re-refaz.
A atenção vigilante nos conecta com a vida, porque nos traz ao presente. E o presente é o único lugar da vida. Graças à atenção, vivemos na consciência, acolhendo tudo a partir da lucidez e amando tudo a partir da sabedoria; nós nos sintonizamos com a corrente da vida e passamos a habitar o momento presente, deixando-nos fluir com a vida mesma.
E, em meio a qualquer atividade, devemos acostumar a nos perguntar: “estou completamente aqui?”
O cultivo da atenção tornará possível a saída progressiva do sono e da ignorância para poder viver na luz; tal prática continuada, não só fará com que saboreemos a vida, mas que reconheçamos e nos família-rizemos com nossa verdadeira identidade: não somos a “onda” que emerge fazendo movimentos, mas o “oceano” de onde a onda surge. Ver isto é “estar despertos”.

Cada Advento nos mostra um cenário no qual tudo brota de novo, sem estridências nem espetáculos extravagantes. É o tempo do silêncio que vai gestando algo novo, pleno de vida e de sabor; tempo que nos move a re-estreiar nossa vida; para isso é preciso destravar nossos sentidos para olhar, escutar, sentir, tocar, saborear tudo como se fosse a primeira vez.
À luz do evangelho deste domingo, vemos que o tempo da ausência do dono da casa que partiu em viagem não é um tempo morto, mas um tempo de intensa gestação. Não é uma espera vazia, angustiante e ansiosa, provocadora de medo, mas uma espera centrada no Senhor que vem e centrada na responsa-bilidade que nos foi confiada: serviço.
Muitos cristãos perdem a intensidade da espera; e aqueles que persistem na espera vão aprendendo a paciência da espera, mobilizando outros recursos interiores.
A vigilância consiste em viver esperando o inesperado e o surpreendente. As comunidades cristãs precisam fortalecer uma pedagogia da espera. Sabem que o Senhor chega de forma surpreendente.
A espera é sempre ativa, atenta aos sinais dos tempos e aos clamores da vida; ela busca expandir-se, pois aguarda “o novo céu e a nova terra”.

O Advento é um tempo de oportunidades únicas; e ele está carregado de sinais, elementos fora do comum, pessoas e acontecimentos pelos quais Deus interpela nossa liberdade e frente aos quais é preciso tomar uma atitude.
Estamos diante daquilo que podemos chamar de “Kairós” (tempo oportuno, carregado de inspiração).
Se excepcionais podem ser as pessoas, os lugares, as relações, as habilidades, etc... excepcional também pode ser um determinado tempo, que não depende de sua durabilidade, mas o quanto é carregado de sentido e de presença. É um tempo qualitativamente diferente e denso. É um tempo de graça, propício para o reencontro, para avançar, para passar a uma nova etapa da vida. É preciso aproveitar esta oportuni-dade única.
Oxalá, neste Advento esperemos o Cristo e saiamos ao seu encontro. E contagiemos os outros com nossa esperança. Essa é a disposição de uma Igreja em saída e que não aguarda em uma “sala de espera”.

Texto bíblico:  Mc 13,33-37

Na oração: Diante do Senhor, que continuamente
                     está vindo em nossa direção, podemos nos perguntar: “minha vida, continua adormecida?
- Como seguidores(as) de Jesus, somos homens e mulheres que podemos despertar o mundo?
- O que estamos vislumbrando no nosso horizonte pessoal, eclesial, social, familiar...?

Pe. Adroaldo, SJ
  





Coroa do Advento

No tempo litúrgico do Advento, as famílias católicas dedicam-se à santa preparação para o Nascimento de Jesus. Um dos elementos densos de significado neste período de preparação para o Natal é a Coroa do Advento. A seguir, explicamos os seus elementos, o simbolismo de cada um deles e como viver esta preciosa tradição espiritual!
O que é a coroa do Advento:
É uma coroa feita de ramos verdes, na qual são colocadas 4 velas: geralmente, três velas são roxas e uma é rosa. Os ramos verdes podem ser intercalados por uma fita vermelha e por maçãs, também vermelhas. Nas casas, o costume é colocar a coroa sobre uma mesinha ou sobre um tronco de árvore. Nas igrejas, não se costuma colocá-la em cima do altar, mas junto ao ambão ou ao lado de uma imagem ou ícone de Nossa Senhora.
A coroa do Advento é considerada como “o primeiro anúncio do Natal”.
Os ramos verdes:
A coroa do Advento é feita de ramos verdes, que, seguindo as origens europeias dessa tradição, devem ser de plantas que conservam a folhagem durante o ano inteiro, inclusive no gélido inverno do hemisfério Norte. Desta forma, o significado é a continuidade da vida. O verde também representa a esperança.
A forma circular:
Simboliza a eternidade de Deus, que não possui início nem fim. Representa também, pela participação em Deus, a imortalidade do cristão, bem como a vida eterna em Cristo.
As maçãs e a fita vermelha:
As maçãs representam o jardim do Éden, evocando Adão e Eva, o pecado original e a expulsão do paraíso, bem como o permanente anseio do ser humano de voltar a ele; portanto, recorda-se a necessidade da vinda do Salvador, Jesus Cristo, para nos redimir. A fita vermelha significa o amor de Deus que nos resgata e nos envolve, bem como a nossa resposta de amor ao Senhor.
Em alguns lugares, também são usados pinhões e nozes para ornamentar a coroa, representando-se com eles a vida e a ressurreição.
As quatro velas (ou cinco!):
Representam as quatro semanas do Advento. Também pode ser colocada uma quinta vela, no centro da coroa, maior do que as outras e na cor branca, para representar Jesus.
As cores das velas:
Embora possam ser usadas velas de cor natural, o tradicional é usar três velas roxas e uma rosa. A cor roxa é a própria do Advento e recorda a vigilância na espera do Cristo que vem. A vela rosa deve ser acesa no terceiro domingo do Advento, chamado de “Domingo Gaudete”A palavra “gaudete”, em latim, significa “alegrai-vos“. Essa vela evoca a alegria de termos chegado à metade do Advento, Está bem próximo o Santo Natal do Salvador. A quinta vela, que é opcional e que seria branca – simboliza Jesus.
A progressiva iluminação da coroa:
Representa a espera que marcou a primeira vinda do Cristo e também a espera da Sua segunda vinda. No primeiro domingo do Advento (que neste ano será este dia 3 de dezembro), acende-se a primeira vela e reza-se a oração de bênção, em família. Da mesma foram, acende-se a cada domingo uma vela a mais. Também é possível colocar uma vela branca e maior do que as outras no centro da coroa: ela simboliza Jesus Cristo e só é acesa na noite de Natal, 24 de dezembro.
A oração de bênção da coroa do Advento:
Senhor, a terra se alegra nestes dias, e tua Igreja transborda de gozo diante do teu Filho, nosso Senhor, que chega como luz esplendorosa, para iluminar os que jazem nas trevas
da ignorância, da dor e do pecado. Repleto de esperança em tua vinda, teu povo preparou esta coroa e a enfeitou com carinho.
Neste tempo de Advento, de preparação para a vinda de Jesus, nós te pedimos, Senhor, que, enquanto cresce a cada dia o esplendor desta coroa, com novas luzes, que Tu nos ilumines com o esplendor daquele que, por ser a Luz do mundo, iluminará toda escuridão.
Ele que vive e reina pelos séculos sem fim. Amém.